Se solta para o que aprendeu

Amanhã eu completo 30 anos.
Não minto que é uma idade que tive muita vontade de ter. 20 e poucos é um pouco blasé. Se você parar pra pensar um pouco, 20 anos é muito pouco tempo. 30 tem mais força. E acredito que isso se traduz na vida num geral também.
Se eu fosse escolher uma música que é característica desses últimos meses que precedem meu aniversário, eu escolheria Ainda Há Vera Verão, do álbum novo da Vita Pereira, que interpreta a música junto com uma das minhas artistas favoritas, a Linn da Quebrada.
Vou deixar o link dela aqui, mas aviso que pra quem não ta acostumado com um estilo de música mais potente, pode estranhar.
Eu sei que essa música tem um significado muito poderoso, especialmente para mulheres trans. Peço a devida licença pra Vita e pra Linn pra extrapolar um pouco o significado de alguns versos dela pra o que ela imprimiu na minha vida nesses últimos meses.
Mas antes, um leve parêntesis:
Minha jornada com Pranic Healing
Meu primeiro contato com a escola de Pranic Healing1 fundada pelo Mestre Choa Kok Sui foi em 2020 como pessoa recebendo tratamento. Quem me apresentou a escola e quem fez esse primeiro tratamento foi a Maíra2. Pra quem não conhece, resumindo bastante, é uma forma de limpeza, energização e harmonização dos centros energéticos do nosso corpo3.
Desde a primeira sessão, algo mudou fundamentalmente em mim. Desde a primeira sessão eu consegui notar o que eu precisava mudar e as coisas que eu precisava quebrar na minha vida.
Porém, eu só fui realmente me tornar um aluno e parte da escola em 2022 quando fiz o curso básico e, posteriormente, em 2024 quando fiz os outros cursos. Mesmo assim, não fui o praticante mais ávido nesse tempo. Uma ou outra vez eu praticava as técnicas, mas não de forma consistente.
O movimento que me fez ter a certeza que esse era meu caminho espiritual aconteceu em 2025 quando fiz o curso de Yoga Arhatica, o curso de práticas espirituais. Daí pra frente tudo mudou de uma forma muito bonita. Eu mudei de uma forma muito expressiva.
Mesmo assim, a prática consistente de cura veio aparecer esse ano, em 2026.
Se solta para o que aprendeu
Na música da Vita com a Linn, tem um jogo de palavras que se repete:
Para o que a prendeu
Se solta
Para o que aprendeu
E aqui eu te pergunto: quantas vezes você aprendeu algo, uma ferramenta, um ensinamento, uma lição, e deixou ela de lado? Quantas vezes você prendeu a si mesmo?
Falo por mim mesmo. Eu, como todo mundo que ta aqui vivo, aprendi muita coisa e também deixei muita coisa de lado. Muita coisa virou bagagem que eu sei como funciona, mas não virou algo aplicável. E isso aconteceu com a Cura Prânica também.
O verso “Se solta para o que aprendeu” foi meio que um puxão de orelha. Você tem tanta ferramenta a sua disposição. Você é prova viva de que elas funcionam porque já passou por elas. Por que não usa?
Se volte pros ensinamentos que você já recebeu. Reveja o que você já aprendeu e o quanto já passou.
No refrão da música, a Linn faz seu jogo de palavras e sons com:
Que é pra te carregar, é lá de se parar (ela dissipará)
No peito uma dor, o sol, escuridão
Ainda haverá (Ainda há Vera)
Ainda haverá
Ainda há Vera Verão
Pra realmente absorver o que a vida tem pra dar e conseguir caminhar com elas, o processo de limpeza é muito importante. Dissipar as escuridões pra que o Sol possa brilhar na nossa vida. E assim, podemos honrar as pessoas que vieram antes de nós, aquelas que nos ensinam até hoje, mesmo que não estejam em vida, ao repassar esses ensinamentos e fazer o Sol brilhar na vida delas também.
Amanhã faço 30 anos.
Mas poderia muito bem ser meu primeiro ano de vida.
Nasci e renasci tanto quanto aprendi.
Nascerei e renascerei quantas vezes for necessário para que o Sol brilhe para todos.
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